Opinião de Especialistas



2016 HOLANDA

Relatório Mobile phones and cancer, Part 3. Atualização e conclusões gerais sobre estudos epidemiológicos e animais, 2016, do Health Council of the Netherlands
Os dados disponíveis não permitem concluir sobre se há ou não uma associação entre um aumento do risco carcinogênico e qualquer forma de acúmulo de exposição, por exemplo expresso no tempo total de ligações ou no total de energia depositado na cabeça ou partes do corpo pelos campos eletromagnéticos gerados pelo telefone. Dessa forma não é possível afirmar se uma exposição mais alta ou longa é menos segura que uma exposição mais baixa ou curta. O Comitê assim considera que a eficácia de qualquer medida para reduzir a exposição não é clara. No entanto, é possível que alguns indivíduos queiram diminuir sua exposição, apesar da conclusão do Comitê de que não há evidências consistentes sobre o aumento do risco de tumores cerebrais ou na região da cabeça associados ao uso de celulares. A Knowledge Platform Electromagnetic Fields fornece um número de sugestões para redução da exposição.


2015 EUROPA

Public Health England, STUK, IARC, European Code against Cancer 4ª edição: Radiação ionizante e não-ionizante e câncer. Cancer Epidemiology, 2015

A tendência de tempo da incidência de glioma em países nórdicos excluiu qualquer aumento significante atribuível ao uso de celulares em até 10 anos. De maneira geral, as informações atualmente disponíveis não fornecem evidência inequívoca que radiação não-ionizante em baixas e altas frequências seja a causa de câncer.


SUÉCIA

Pesquisa recente sobre campos eletromagnéticos e riscos à saúde do Scientific Council of Swedish Radiation Safety Authority (SSM) – Décimo relatório do SSM’s Scientific Council sobre Campos Eletromagnéticos 2015

Entretanto, relatórios anteriores do Scientific Council of SSM concluíram que estudos sobre tumores cerebrais e outros tumores na cabeça (vestibular schwannoma, glândula salivar), juntamente com estatísticas nacionais de incidência de câncer de diferentes países não são convincentes sobre a relação entre o uso de celulares e a ocorrência de glioma e outros tumores na região da cabeça entre adultos. Estudos recentes descritos neste relatório não mudam essa conclusão, apesar de que esses estudos cobriram longos períodos de exposição. A incerteza científica permanece para o uso regular de celulares para períodos maiores que 15 anos.


CANADÁ

Consumer and Clinical Radiation Protection Bureau, Environmental and Radiation Health Sciences Directorate, Healthy Environments and Consumer Safety Branch, Health Canada, Safety Code 6 Limits of Human Exposure to Radiofrequency Electromagnetic Energy in the Frequency Range from 3 kHz to 300 GHz, 2015

No momento, não há nenhuma base científica para a ocorrência de riscos de saúde agudos, crônicos e/ ou cumulativos adversos da exposição a RF em níveis abaixo dos limites estabelecidos pelo Safety Code 6. A hipótese de outros efeitos adversos para a saúde ocorrendo abaixo dos níveis de exposição do Safety Code 6 sofre de falta de evidências de casualidade, plausibilidade biológica e reprodutibilidade, e não fornece uma fundação verossímil para a realização de recomendações com base científica para limitar a exposição humana a campos de radiofrequência de baixa intensidade.


EUROPA

Relatório Potenciais efeitos para a saúde da exposição a campos eletromagnéticos (CEM), SCENIHR Opinion 2015, European Commission, Scientific Committee on Emerging and Newly Identified Health Risks (SCENIHR)

De maneira geral, os estudos epidemiológicos sobre a exposição a CEM RF de celulares não mostram um risco maior de tumores cerebrais. Além disso, eles não indicam um risco mais alto de outros cânceres na região da cabeça e pescoço. ... Os resultados dos estudos de corte e tendência de tempo de incidência não sustentam um maior risco de glioma, enquanto a possibilidade de uma associação com neuroma acústico continua aberta. Estudos epidemiológicos não indicam um maior risco para outras doenças malignas, incluindo câncer em crianças.


2014 CANADÁ

Relatório do painel da Royal Society of Canada Expert sobre A Review of Safety Code 6 (2013): Limites Seguros de Exposição a Campos de Radiofrequência de Saúde do Canadá

Estudos disponíveis sugerem que as restrições básicas recomendadas no Safety Code 6 fornecem proteção adequada contra os efeitos adversos conhecidos à saúde em toda gama de radiofrequência.


SUÉCIA

Pesquisa recente sobre CEM e Riscos de Saúde do Scientific Council of Swedish Radiation Safety Authority (SSM), Nono relatório do Conselho de Campos Magnéticos do SSM, 2014

Em concordância com estudos anteriores, novas pesquisas não indicam nenhum risco de saúde para o público geral relacionado à exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência de estações base para redes wireless, transmissores de rádio e TV, ou redes de dado wireless locais em escolas ou domicílios.


REINO UNIDO

Biological Effects Policy Advisory Group (BEPAG), UK Institution of Engineering and Technology (IET) - Existem efeitos biológicos nocivos de campos eletromagnéticos de baixo nível em frequências de até 300 GHz?, Institution of Engineering and Technology (IET), maio de 2014

O BEPAG concluiu neste relatório que o balanço de evidências científicas até hoje não indica que efeitos nocivos aconteçam em humanos devido à exposição a CEM de baixo nível. Nosso exame da literatura revisada publicada nos últimos dois anos não justificou uma mudança nas conclusões gerais publicadas no nosso relatório anterior, em maio de 2012.
Public Health Enganld for the Mobile Telecommunications and Health Research Programme Management Committee, Mobile Telecommunications and Health Research Programme (MTHR): Relatório 2012


INTERNACIONAL
International Agency for Research of Cancer (IARC), Relatório Mundial de Câncer 2014

As tendências temporais na incidência de glioma com base em países nórdicos e nos EUA excluem qualquer aumento na incidência que possa ser causado pelo uso de telefones celulares, ainda que em relação a um período relativamente curto do início da exposição. Nenhuma associação foi observada entre o uso de celulares e outros tipos de câncer.


2013 REGIÃO NÓRDICA
Exposição de telefones celulares, estações base e redes wireless - Uma declaração das autoridades nórdicas de segurança de radiação

Os dados gerais publicados na literatura científica até hoje não mostram efeitos adversos à saúde pela exposição de campos eletromagnéticos de radiofrequência abaixo das normas ou limites adotados em países nórdicos. No entanto, estudos epidemológicos sobre a exposição a ondas de rádio de telefones celulares em longo prazo ainda são limitados, especialmente estudos com crianças e adolescentes.Dado que a exposição do público geral, incluindo crianças, a ondas de rádio das redes wireless locais e estações base está muito abaixo dos limites de exposição, não há necessidade de limitar ainda mais a exposição dessas fontes de ondas de rádio.

Exposição de telefones celulares


Em maio de 2011, a International Agency for Research on Cancer (IARC) (&) decidiu classificar os campos eletromagnéticos de radiofrequência como possivelmente cancerígenos para humanos. Essa classificação foi baseada, principalmente, nos resultados de alguns estudos epidemológicos que indicam um risco elevado de câncer de cérebro entre usuários adultos de telefones celulares. Desde 2011, uma série de estudos epidemológicos sobre o uso de celulares e o risco de tumores cerebrais e outros tumores da cabeça foram publicados. Os dados gerais sobre tumor cerebral e o uso de telefones celulares não mostram um efeito no risco de tumores. (&) É muito cedo para tirar conclusões concretas sobre o risco de tumores cerebrais em crianças e adolescentes, mas a literatura disponível até hoje não mostra um aumento do risco. A exposição de transmissores de estações base e de redes wireless locais (&) Pesquisas recentes mostram que, apesar do rápido aumento de aplicações usando a tecnologia wireless, o nível de exposição a ondas de rádio em áreas públicas ao ar livre, bem como em escolas, escritórios e habitações está bem abaixo dos limites de exposição.


HOLANDA

Health Council of the Netherlands - Telefones celulares e câncer. Parte 1: Epidemologia de tumores na cabeça. The Hague: Health Council of the Netherlands, 2013; publicação nº 2013/11

A conclusão final desta análise sistemática é: não há evidência clara e consistente de aumento no risco de tumores no cérebro e em outras regiões da cabeça em associação com aproximadamente 13 anos de uso de telefone celular, mas tal risco também não pode ser excluído. Não é possível pronunciar-se sobre o uso em longo prazo.

SUÉCIA
Scientific Council of Swedish Radiation Safety Authority (SSM) - Pesquisa recente sobre CEM e Riscos de Saúde, Oitavo relatório do Conselho de Campos Eletromagnéticos do SSM, 2013
Subsequente ao último relatório publicado pelo Conselho, em 2010, a IARC classificou, em 2011, os campos eletromagnéticos de radiofrequência (RF) como possivelmente cancerígenos a humanos (Grupo 2B), com base em um aumento no risco de glioma e neuroma acústico (schwannoma vestibular) associado ao uso de telefones wireless. Desde então, vários estudos epidemológicos sobre o uso de telefones celulares e o risco de tumores cerebrais e outros tumores da cabeça (schwannomas vestibulares, glândulas salivares) foram publicados. O conjunto desses estudos, junto às estatísticas nacionais de incidência de câncer de diferentes países, não foram convincentes na relação entre o uso de telefones celulares e a ocorrência de gliomas ou outros tumores da cabeça em adultos. Apesar de estudos recentes cobrirem períodos mais longos de exposição, a incerteza científica se mantém sobre o uso regular de celulares por um período maior do que 13 a 15 anos. Também é muito cedo para tirar conclusões firmes sobre crianças e adolescentes e o risco de tumores cerebrais, mas a literatura disponível até hoje não indica um aumento do risco. Pesquisas recentes sobre a exposição de transmissores têm focado em câncer e sintomas, usando modelos de estudo melhorados. Estes novos dados não indicam riscos de saúde ao público geral relacionados à exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência de estações base de telefonia móvel, transmissores de rádio e TV, ou redes de dados locais wireless em casa ou em escolas.